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Obras de ampliação do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga já arrancaram
área de conteúdos (não partilhada)Investimento de mais 1,26 milhões de euros vai permitir duplicar a capacidade do museu instalado em Macinhata do Vouga
Já arrancaram as obras de requalificação e ampliação do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, num investimento superior a 1,26 milhões de euros. Já é visível a área de intervenção e as terraplanagens da empreitada, que tem a sua conclusão prevista até ao final do ano (prazo de execução de 240 dias).
Para Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, este projeto assume-se como uma peça central numa estratégia “diferenciadora” de afirmação de Águeda no turismo ferroviário, ancorada na Linha do Vouga, a única linha de via estreita em funcionamento em Portugal, e no desenvolvimento do comboio histórico.
“A nossa aposta é criarmos, em Macinhata do Vouga e em Sernada do Vouga, um verdadeiro centro museológico da via estreita, que terá, a acrescer ao existente, um património ferroviário sem igual e de interesse mundial”, afirmou Jorge Almeida, sublinhando que, enquanto Macinhata concentrará a vertente expositiva, Sernada do Vouga reunirá os elementos associados ao comboio histórico.
O Edil destaca que esta visão representa um investimento continuado do Município na valorização do património ferroviário e na sua projeção turística. “Este é um desiderato desde há muito tempo e que vamos agora concretizar, projetando Macinhata e Sernada para um novo patamar de referência mundial no turismo ferroviário”, acrescentou.
A intervenção, adjudicada por 1.266.533,41 euros (IVA incluído) e que foi submetida a financiamento no âmbito do Programa Portugal 2030, resulta também da aquisição, por parte da autarquia, de terrenos contíguos ao atual núcleo museológico, o que permitiu aumentar significativamente a área disponível e reforçar a capacidade expositiva.
Fundado em 1980, o Núcleo Museológico de Macinhata do Vouga está instalado num antigo edifício ferroviário da Linha do Vouga, originalmente destinado ao armazenamento de material não utilizado. A requalificação agora em curso pretende preservar esse legado, ao mesmo tempo que o adapta a novas exigências de valorização e fruição cultural.
A ampliação será construída entre a Rua da Liberdade e a Rua Eugénio Gomes Quaresma, junto à estação ferroviária, e prevê a criação de duas novas naves expositivas. A solução arquitetónica, com uma configuração em “V”, procura articular o novo edifício com o existente, mantendo coerência formal e funcional.
Com a intervenção, a capacidade expositiva deverá triplicar, sendo que o novo espaço irá acolher locomotivas, carruagens e peças de menor dimensão organizadas de forma cronológica, além de áreas específicas para peças de maior valor. Estão também previstos espaços de receção, loja e zonas de apoio ao visitante.
O acesso será feito através de um elemento circular, inspirado nas plataformas giratórias ferroviárias, que concentrará serviços como bilheteira, loja e instalações sanitárias, funcionando igualmente como ponto de organização dos percursos no interior do museu.
A requalificação inclui ainda o tratamento do espaço exterior, pensado como extensão do museu, com percursos acessíveis e zonas de permanência, promovendo uma ligação mais fluida entre o edifício e a envolvente.