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Câmara de Águeda promove consciência ambiental nas escolas através da arte urbana
área de conteúdos (não partilhada)Projeto envolve alunos do 5.º ano na criação de cinco obras inspiradas na fauna local, a partir de materiais reciclados
Nos dias 2 e 5 de junho, cinco escolas do concelho de Águeda recebem a inauguração de obras de arte criadas no âmbito do projeto “O Ciclo da Economia Circular - Nada se perde, tudo se transforma”, uma iniciativa de sensibilização ambiental promovida pela Câmara de Águeda que mobiliza toda a comunidade escolar.
As criações, inspiradas na fauna autóctone e desenvolvidas em parceria com a THACA - Associação Cultural e Artística, dão forma a diferentes animais em cada escola: uma cegonha (EB Fernando Caldeira), um esquilo (EB Valongo do Vouga), uma raposa (EB Aguada de Cima), uma lontra (EB Artur Nunes Vidal) e um pica-pau-malhado (Instituto Duarte de Lemos). Apesar da diversidade, todas partilham uma mensagem comum: a valorização dos resíduos e a importância da economia circular.
Cada peça assume características próprias, refletindo o trabalho conjunto entre artistas e os alunos do 5.º ano, que participaram em todas as fases do processo criativo, desde a recolha de materiais recicláveis até à construção e instalação final das peças.
Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, juntamente com os artistas João Dias e Ana Sofia Pereira, acompanhou, na última semana, os trabalhos de montagem das instalações e destacou o envolvimento dos mais jovens.
“Através da arte queremos mudar comportamentos. Ao juntar a criatividade com a reutilização de resíduos, conseguimos transmitir mensagens ambientais de forma mais eficaz junto dos mais novos”, afirmou, sublinhando ainda o entusiasmo dos alunos ao longo de todo o processo, que evidencia o papel ativo das crianças, não apenas na execução, mas também na preparação dos materiais.
Os “miúdos” rasgaram sorrisos e “atiraram-se” aos materiais. Um rato de computador “virou” um rato com orelhas (tampas de garrafas); a um teclado foram adicionadas umas peças transparentes de plástico que se transformou uma asa para a cegonha. “Isto é muito giro”, atirou um dos jovens e ouvia-se entre a criançada “podíamos colocar aqui uma cauda, o que acham?” e “isto assim junto poderia ser uma abelha”. Imaginação não faltou, sorrisos também não e os jovens tiveram a ajuda dos artistas para colocar cada material criado na peça final.
Integrado nas políticas municipais de ambiente e sustentabilidade e desenvolvido em articulação com o programa Eco-Escolas, o projeto surge na continuidade de uma aposta na arte como ferramenta de sensibilização.
Para Edson Santos, a crescente familiaridade das escolas com estas temáticas tem permitido consolidar iniciativas deste género. “O caminho tem vindo a ser feito. As escolas estão preparadas, os professores envolvidos e os alunos motivados para integrar projetos que cruzam arte e ambiente”, referiu.
A Câmara de Águeda transforma, assim, as escolas e o espaço público em palco de ação climática. As obras passam a integrar o espaço escolar, funcionando como elementos permanentes de sensibilização e como símbolo do contributo ativo dos alunos para uma comunidade mais sustentável e desperta para as questões ambientais.