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EVOCAÇÃO DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE TAVARES GRAVATO
área de conteúdos (não partilhada)No próximo dia 15 de agosto, o Município da Murtosa homenageará o pintor Tavares Gravato, quando passam 100 anos sobre o seu nascimento.
No próximo dia 15 de agosto, o Município da Murtosa homenageará o pintor Tavares Gravato, quando passam 100 anos sobre o seu nascimento.
O programa decorrerá na COMUR-Museu Municipal, pelas 17h30, recebendo uma sessão evocativa, que inclui a inauguração de uma exposição retrospetiva das pinturas de Tavares Gravato, que estará patente até ao dia 30 de setembro de 2026.
JOAQUIM ANTÓNIO TAVARES GRAVATO
Joaquim António Tavares Gravato nasceu em Pardelhas, Murtosa a 4 de Novembro de 1925.
Depois de tirar o curso complementar secundário no Porto e o Curso de Pintura e Escultura na Escola de Belas Artes, no Porto, frequentou igualmente os cursos de Pintura e Modelação da Escola António Arroios , Publicidade e Artes Gráficas do Instituto de Arte Aplicada de S. Paulo, Brasil.
Ele próprio dizia que começou a desenhar, em criança, com um garfo, nos pratos sujos à mesa.
J.A. Tavares Gravato iniciou a sua carreira profissional como desenhador anatómico do Instituto de Medicina Legal em Lisboa antes de enveredar pela de publicitário, primeiro numa grande empresa de produtos alimentares, químicos e de detergentes, tendo depois passado para a Standard Electrica onde trabalhou ininterruptamente até à reforma, em 1976.
Ao longo de mais de 40 anos de carreira como pintor, a sua atividade traduziu-se, em grande parte, na execução de trabalhos encomendados espalhados em inúmeras coleções privadas em Portugal e no estrangeiro onde fez numerosas exposições, nomeadamente em Espanha, Itália, França , Polónia, etc. Obras suas também fazem parte de coleções nos EUA e no Brasil. J.A. Tavares Gravato também se exprimiu como caricaturista no jornal «Sempre Fixe», tendo colaborado igualmente nas revistas «Inicial» e «Letras Portuguesas», do Porto
Além da sua obra pictórica Tavares Gravato também se exprimiu como ceramista e no ramo literário em que escreveu, além de poesia, várias obras em prosa, em que duas são dedicadas às suas origens Murtoseiras: «Venho de Longe» e «Memórias da Minha Rua».
A destacar igualmente uma publicação, em 1970 do 1° volume de uma colectânea de gravuras de «Portugal - Monumentos», edição de luxo, com tiragem limitada, tendo editado, no ano seguinte, o 2° volume, que tal como o primeiro se esgotou imediatamente. Outros, mais específicos, com foco nas regiões do Porto e Minho, de Lisboa e Além-Mar, sempre em edições de luxo e limitadas.
No mesmo âmbito e com o mesmo formato, em 1972, editou uma obra integrada nas comemorações de Camões, “Os Lusíadas” com gravuras alusivas a cada canto.
Joaquim António Tavares Gravato começou a expor ainda durante a sua juventude onde levou a cabo as seguintes exposições : 1943 – Galeria ARCADIA, Porto; 1943 – Clube dos Fenianos, Porto; 1944 – Ateneu, Porto; 1945 – Círculo Cultural de Aveiro; 1945 – Associação Académica de Coimbra; 1948 – Salão de Pintura Livre do Secretariado Nacional de Informação, Lisboa; 1961 – Centre de Divulgation de Bruxelas: Prémio de Cartaz de Turismo; 1962 – Galerie 411, Paris- Menção Honrosa; Salão Nacional de Arte Livre, Belém-Lisboa, etc. Outro prémio que vale a pena evocar é o de terceiro Prémio de Pintura na V Bienal de Lyon.
Joaquim António Tavares Gravato teve, ao longo da sua carreira artística, várias interrupções no domínio da pintura , tendo-se dedicado a outras atividades. Uma particularmente longa foi entre 1948 e 1961, ano em que regressou com uma primeira exposiçao em Bruxelas, seguindo-se outras , nomeadamente em Paris.
Foi porém a partir de 1976 que J.A. Tavares Gravato se dedicou, de uma forma praticamente em exclusivo à pintura com alguns trabalhos em cerâmica e mesmo em mosaicos (todos atualmente em coleções particulares).
Viajante incansável, percorreu diversos continentes de que nos deixou numerosos testemunhos pictóricos, nomeadamente do Egipto, Turquia, Marrocos e da sua adorada Itália onde, acompanhado de sua mulher Maria Emília passou numerosas temporadas.
Entre as numerosas exposições , além das já referidas, salientam-se algumas:
- Galeria Municipal da Torreira (1987; 1988; 1989; 1990…)
- Galeria-Atelier S. Francisco, Coimbra (1988)
- Galeria Farinetti , Valência-Espanha (1987)
- Galeria 127, Barcelona (1988)
- Exposição Annual de Artes Plásticas, Varsóvia (1988)
- Hotel Dighton, Oliveira de Azeméis (1992)
- Galeria da Junta de Freguesia de Cascais (1999)
- Posto de Turismo de Cascais (2000)
- Sala S.Paio, grande mostra coletiva: «Ria de Aveiro-Memória de Sítios, Usos e Costumes» (2023)
O Município da Murtosa convida toda a população a se associar à homenagem ao Tavares Gravato, reconhecido artista plástico murtoseiro.
A entrada é livre.