INAUGURADA A EXPOSIÇÃO DE MINIATURAS DE EMBARCAÇÕES TRADICIONAIS DO ARTESÃO SALVADOR BELO
área de conteúdos (não partilhada)No passado domingo, 25 de outubro, o Estaleiro-Museu do Monte Branco acolheu a abertura oficial da exposição de réplicas em miniatura de embarcações em madeira, do artesão murtoseiro Salvador Belo.
Durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Januário Cunha, Vereadora Cristina Henriques, Vereador Augusto Leite,
Presidente da Junta de Freguesia do Monte, Filipe Loureiro e do Presidente da Junta de Freguesia da Torreira, André Pinho, secretários da Junta de Freguesia da Murtosa e da Torreira, Joana Valente e Alfredo Marques, além de convidados, amigos e admiradores de Salvador Belo, o Presidente da Câmara Municipal destacou a excelência, o rigor e a riqueza de detalhes das peças em exibição, expressando a sua gratidão pela disponibilidade do artesão em dar a conhecer as suas obras à comunidade, ajudando a promover as embarcações tradicionais da Ria de Aveiro.
Esta magnífica exposição ficará patente até 31 de janeiro de 2027, podendo ser visitada no horário normal de funcionamento do Estaleiro-Museu do Monte Branco.
SALVADOR BELO
Salvador de Oliveira Belo nasceu a 3 de fevereiro de 1962, na Torreira.
Com apenas 12 anos já andava na ria e aos 16, ingressou na pesca da sardinha, nas traineiras em Matosinhos. Aos 18 anos rumou à pesca longínqua do bacalhau.
No entanto, o seu coração permaneceu sempre ancorado à sua terra natal e a cada regresso a casa, era na ria que voltava a encontrar as suas raízes.
A paixão pelo artesanato e pelas embarcações tradicionais despertou ainda na infância. Aos 10 anos observava com fascínio o trabalho do seu tio Henrique Afonso, um mestre nas miniaturas de barcos. Movido por uma curiosidade nata e pelo desejo autodidata de aprender, Salvador desenvolveu o seu talento sozinho.
Com 22 anos de idade, durante o serviço militar, construiu com as próprias mãos a sua primeira miniatura em madeira: um barco Xávega.
A sua arte não se ficou pelo entalhe em madeira. Nos finais dos anos 80, deixou também a sua marca artística nos canais da região, ao pintar os emblemáticos painéis dos barcos moliceiros.
Hoje em dia dedica o seu tempo livre à construção de miniaturas de embarcações tradicionais, preservando a memória histórica e cultural da sua região.