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Maior Idade reforça programação ligada à comunidade, ao ambiente e à investigação
área de conteúdos (não partilhada)O programa municipal para o Envelhecimento e Longevidade do Município de Ílhavo - Maior Idade - apresentou ontem, no Fórum Maior Idade, na Gafanha da Nazaré, a programação e para os últimos meses de 2026, reafirmando uma estratégia municipal que coloca o envelhecimento ativo, a participação e a longevidade no centro das políticas públicas locais.
A programação para o último trimestre de 2026 mantém uma forte componente de atividade física, saúde, cultura, criatividade e convívio, mas reforça também três dimensões que assumem uma importância crescente na estratégia da Maior Idade: a participação das pessoas mais velhas na comunidade, a sustentabilidade ambiental e a produção de conhecimento sobre o envelhecimento a partir do próprio território.
“Estamos a falar de uma política pública e não de uma simples agenda de atividades”, sublinha a Vice-Presidente e Vereadora da Câmara Municipal de Ílhavo, Maria Eugénia Pinheiro.: “a Maior Idade existe para criar oportunidades, mas também para reconhecer capacidades. Queremos pessoas mais velhas ativas, participativas, com voz e com condições para continuar a terem um papel relevante na comunidade.”
Entre as iniciativas que estruturam a programação encontram-se o Maiores no Movimento, o Maiores na Mente e o Maiores a Criar, a par do Clube do Pensamento, do Projeto SILVERights, das iniciativas intergeracionais, das atividades relacionadas com o luto, os Maiores no Teatro e diversas ações nas áreas da saúde, literacia digital e conhecimento.
A programação procura, assim, cruzar diferentes dimensões da vida das pessoas, promovendo não apenas o bem-estar físico e mental, mas também a criatividade, a reflexão, a participação cívica, as relações entre gerações e a ligação à comunidade.
A dimensão participativa está igualmente presente no trabalho desenvolvido pela Maior Idade do Município de Ílhavo através de debates comunitários, a Assembleia Sénior e outros processos de auscultação permitiram identificar desafios sentidos pelas pessoas mais velhas e transformá-los em matéria para intervenção e investigação.
A sustentabilidade ambiental é outro dos eixos em destaque.
As iniciativas dos Maiores no Ambiente promovem encontros e iniciativas em que experiências e ideias são transformadas em ações concretas para uma comunidade mais consciente, sustentável e participativa.
Neste âmbito, destaque para a assinatura de um acordo de colaboração com a Prio, representada pelo seu Administrado, João Rocha, e a BioLiving, representada pelo Vice-presidente da Associação, João Sá, que reforça a ligação entre envelhecimento ativo e sustentabilidade, envolvendo a população mais velha em ações concretas de cuidado e valorização do território.
“Queremos que as pessoas mais velhas sejam protagonistas também na resposta aos grandes desafios da sociedade, e a emergência ambiental é um deles”, afirmou a Vice-presidente Maria Eugénia Pinheiro.
Uma das dimensões diferenciadoras da estratégia municipal no trabalho com a comunidade sénior é o investimento na investigação aplicada ao envelhecimento.
O Laboratório do Envelhecimento assume-se como espaço de experimentação, investigação aplicada e inovação social, desenvolvido em articulação com a comunidade, instituições de ensino superior, centros de investigação e parceiros nacionais e internacionais.
A estratégia passa por investigar a partir do território: identificar problemas concretos, ouvir quem vive esses problemas e criar condições para que universidades, investigadores e outros parceiros possam desenvolver conhecimento e soluções aplicáveis à realidade local.
As novas linhas de investigação abrangem áreas como isolamento social, acessibilidade, literacia digital, cuidados informais, participação cívica, modelos inovadores de apoio, envelhecimento em casa e sustentabilidade. Entre as possibilidades identificadas encontram-se estudos sobre o impacto das atividades de estimulação cognitiva e física, novas tecnologias de apoio, redes de voluntariado, modelos de habitação intergeracional e soluções para tornar as habitações das pessoas mais velhas mais eficientes e sustentáveis.
O objetivo é claro: aproximar academia, território e comunidade e fazer com que o conhecimento produzido possa contribuir para melhorar respostas e fundamentar políticas públicas.
A programação até ao final do ano traduz, desta forma, uma visão integrada: mais atividade, mais participação, mais conhecimento e mais ligação à comunidade. “Envelhecer não pode significar ficar à margem da sociedade. Significa continuar a ter voz, capacidade de escolha, vontade de aprender e possibilidade de participar. É essa visão que queremos afirmar em Ílhavo: uma comunidade onde todas as idades contam e onde ninguém fica para trás”, conclui a Vice-Presidente e Vereadora da Câmara Municipal de Ílhavo.
Com mais de 400 atividades previstas até dezembro, a Maior Idade mantém uma programação regular nos equipamentos municipais e em diferentes espaços do território, conjugando atividades permanentes com iniciativas, encontros, oficinas, visitas, ações ambientais, projetos de investigação e momentos de participação comunitária.
A aposta do Município de Ílhavo é, assim, a de continuar a transformar a experiência acumulada numa política pública de referência, aberta à comunidade, à academia e à inovação, fazendo do envelhecimento ativo uma dimensão transversal da construção de um território mais inclusivo, participativo e sustentável.