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Pateira de Fermentelos vai receber investimento de 5 milhões de euros
área de conteúdos (não partilhada)Abrangendo Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro, a Pateira de Fermentelos vai beneficiar de um investimento de 5 milhões de euros para a remoção de 200 mil metros cúbicos de sedimentos, num projeto que pretende atuar sobre uma das principais causas da proliferação dos jacintos-de-água e contribuir para a recuperação ambiental daquela que é uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica.
O projeto está a ser desenvolvido no âmbito da Ria Viva, herdeira da Polis, parceria que envolve o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a APA e os 11 Municípios da região, através da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). O lançamento do concurso deverá acontecer até ao final do ano.
O anúncio foi feito por Pimenta Machado, Presidente da Ria Viva e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), durante a visita do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ao concelho de Águeda.
O projeto, que se encontra já desenvolvido e com o respetivo estudo de impacte ambiental em fase avançada, tem financiamento garantido. A intervenção incidirá na remoção dos sedimentos acumulados na Pateira, onde se encontra parte significativa da carga de nutrientes que favorece a proliferação dos jacintos.
“Há dois níveis de intervenção: combater as consequências, que é o trabalho que o Município de Águeda tem feito, e trabalhar nas causas, que é retirar a poluição dos nossos recursos hídricos”, afirmou Pimenta Machado, salientando a importância de uma ação concertada entre as várias entidades com responsabilidades na gestão e proteção dos recursos hídricos.
O Presidente da Câmara Municipal de Águeda e do Conselho Intermunicipal, Jorge Almeida, sublinhou que o Município tem assumido uma posição de liderança na defesa e valorização da Pateira, mas que a dimensão e complexidade do problema exigem uma resposta estrutural e articulada.
“A Pateira recebe os contributos de vários locais e temos de trabalhar nas causas. É fundamental retirar a poluição dos nossos recursos hídricos”, afirmou o Presidente da APA, defendendo uma ação articulada entre a administração central, municípios, setor agrícola e restantes entidades com responsabilidades na proteção da água.