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Projeto de valorização do Monte de S. Julião em concurso público
área de conteúdos (não partilhada)Encontra-se aberto o concurso público do Projeto de Valorização do Sítio Arqueológico do Monte de São Julião, na freguesia da Branca. O preço base, sem IVA, é de 165 055,40 euros.
O Projeto de Valorização do Sítio Arqueológico de São Julião surge na sequência de vários projetos de investigação arqueológica levados a cabo pelo Centro de Arqueologia de Arouca desde 2014. Reconhecendo o valor singular do sítio – histórico-cultural, natural e paisagístico –, o Município procedeu à aquisição da principal parcela de terreno onde se localizam os vestígios arqueológicos mais bem preservados, tendo-se, a partir daí, desenhado um projeto de estudo, conservação e valorização, que visa não só a investigação arqueológica, mas também o restauro ecológico do monte e a sua fruição pela comunidade.
Prevê-se a criação de um espaço de receção, para que os visitantes se instruam sobre os valores patrimoniais que acompanham o percurso de visita. Como principais pontos de interesse destacam-se as ruínas arqueológicas do telégrafo, da mamoa e da muralha poente; duas pedreiras, localizadas a sul e oeste da mamoa, e ainda a área de bosque autóctone localizada próximo à receção, sem esquecer a paisagem envolvente.
O projeto inclui a criação de um percurso pedonal, através da Rua do Tálegre, com sinalética, que dará acesso ao sítio arqueológico. Aqui, existirão vários percursos de visitação, desenhados de modo a respeitar e valorizar os principais pontos de interesse do Monte de São Julião, assegurando simultaneamente a preservação das camadas arqueológicas sensíveis existentes no local. Os caminhos serão mantidos em terra natural, com a delimitação a ser feita com lancis em madeira.
A configuração dos percursos é concebida para proporcionar uma alternância entre zonas de sol e sombra, criando uma experiência diversificada ao longo do percurso. Esta estratégia favorece o conforto térmico dos visitantes e valoriza a paisagem existente, promovendo ambientes contrastantes, desde áreas abertas, com vista sobre a envolvente, até zonas mais abrigadas sob vegetação nativa.
Ao longo dos percursos, a ocupação do local será revelada através da observação das áreas de interesse arqueológico, as quais estarão devidamente sinalizadas e acompanhadas de informações detalhadas sobre cada espaço. A sinalização também orientará a circulação dos visitantes, fornecendo dados importantes sobre os pontos de interesse, bem como os valores arqueológicos, históricos, biológicos, geológicos e paisagísticos. Além de um totem de entrada, serão criados painéis de receção e placas de sinalização (flora, geologia e percurso), bem como um totem informativo no Largo da Feira, antes dos acessos ao sítio arqueológico.
O projeto inclui a colocação de oito mesas interpretativas com conteúdos relativos a cada um dos espaços onde se inserem: telégrafo, mamoa, muralha poente (arqueologia); pedreira poente (geologia); pedreira sul (geologia e biologia); fauna e flora (biologia). Em termos de mobiliário, serão colocados bancos em pedra, construídos em granito local, extraído diretamente da região, garantindo uma integração natural e harmoniosa com o ambiente. Serão pontos de descanso e de contemplação da vegetação local e sítio arqueológico.
Salienta-se, ainda, a colocação de caixas de amostras, destinadas a amostras geológicas, próximas à pedreira poente, destacando a diversidade litológica existente no local e, na pedreira sul, será valorizado o charco temporário, como elemento natural e sazonal.
O Projeto de Valorização do Sítio Arqueológico do Monte de São Julião insere-se na Linha de Apoio Regenerar Territórios – Incêndios 2024, sendo o resultado de uma parceria entre o Município de Albergaria-a-Velha, o Centro de Arqueologia de Arouca, a Associação BioLiving e o Gabinete de Arquitetura Paisagista Loci Studio.