-
Início
-
Municípios
- Mais de uma tonelada de choco consumida em quatro dias de Festa
Mais de uma tonelada de choco consumida em quatro dias de Festa
área de conteúdos (não partilhada)A edição de estreia da Festa do Choco chegou ao fim no domingo passado, após quatro dias de valorização do choco e da cultura piscatória do Município de Ílhavo. No total, consumiu-se mais de uma tonelada de choco, superando, largamente, as expetativas.
Entre quinta-feira à noite e domingo à tarde, cerca de 6500 pessoas estiveram na tenda da Festa do Choco, instalada no Jardim Henriqueta Maia, em Ílhavo.
O prato de choco frito com batata frita foi o mais requisitado. O menu da Festa do Choco incluía, também, feijoada de choco e uma criação original: o prego de choco frito – tudo com a assinatura da chef Patrícia Borges.
A Festa do Choco celebra um dos sabores mais emblemáticos da Ria de Aveiro e é um dos produtos mais relevantes da pesca na Ria de Aveiro. Da Lota de Aveiro, na Gafanha da Nazaré, a lota onde mais choco é transacionado nos últimos anos, sai cerca de um terço do choco capturado em Portugal, que depois é consumido em vários pontos do país e no estrangeiro.
Além do choco, nos quatro dias de festa, houve outras iguarias à disposição: desde logo ostras da Ria de Aveiro (uma parceria entre a Mar de Sensações e a Horta da Ria), Beijinhos de Ílhavo (dos Chocolates da Leitaria, empresa que recentemente conquistou o 1º prémio do melhor produto de chocolate no Concurso Internacional de Chocolate de Óbidos, com um bombom de chocolate branco, pera rocha e queijo roquefort), e até uma pequena mostra de gastronomia da Estónia.
Além da experiência gastronómica e do convívio, a Festa do Choco proporcionou, também, diversas experiências culturais (todas elas esgotadas). Houve duas visitas ao Museu Marítimo de Ílhavo, e uma visita à Lota/Porto de Pesca Costeira, e ainda uma Harmonização de Choco, com os vegetais e micro-legumes da Terra d’Avó, um produtor local da Gafanha d’Aquém.
A conversa sobre a gastronomia como ativo turístico sustentável reuniu vários intervenientes que destacaram o seu papel estratégico no desenvolvimento de Ílhavo. Eugénia Pinheiro sublinhou a ligação histórica do município ao mar e à pesca, enquanto Sílvia Ribau evidenciou a importância de transformar a gastronomia em motivação turística. Ruben Gomes destacou o valor das histórias associadas às especialidades locais, e Vítor Ruas salientou o papel da Docapesca na garantia de qualidade e sustentabilidade do setor. João Lopes abordou os desafios da pesca artesanal, ao passo que Nuno Monteiro refletiu sobre o valor identitário do bacalhau. Por fim, Ricardo Calado apresentou perspetivas científicas, nomeadamente os avanços na rastreabilidade dos bivalves. A sessão incluiu ainda o lançamento da publicação municipal “Bivalves da Ria de Aveiro no Município de Ílhavo”.
No recinto esteve ainda patente uma exposição com a curadoria do Museu Marítimo de Ílhavo – “Sepia officinalis: o choco, património da Ria de Aveiro”, que poderá, nos próximos tempos, ser vista no Museu Marítimo.
A Festa do Choco afirma-se como o evento âncora do “Vamos aos Cricos! – Festival Gastronómico dos Produtos da Ria”, que decorre nos restaurantes e petisqueiras aderentes. Até 3 de maio, “cricos” (ou berbigões), ostras, amêijoas, mexilhões, navalhas e chocos ganham destaque nos menus, com receitas tradicionais e outras mais inovadoras.
Os estabelecimentos aderentes e os menus estão disponíveis em visitilhavo.pt.
Estas iniciativas são promovidas pela Câmara Municipal de Ílhavo, com o apoio da Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA) e do Turismo Centro de Portugal, sendo cofinanciadas por fundos europeus, através do Portugal 2030 e do MAR 2030.